Qualidade e equidade são duas faces da mesma moeda. Nem uma nem outra são contempladas na actual política educativa
As escolas públicas portuguesas estão a viver difíceis e (quanto a mim) perigosos momentos. Peça a peça, uma legislação fragmentada e sob forma de decretos-leis (e, portanto, sem debate nem sequer na Assembleia da República) está a criar um puzzle de que já se adivinha o resultado final: uma escola centralizada e burocrática, sem autonomia e cega à diversidade social, centrada nas percentagens estatísticas, destruidora da profissão docente. Os professores têm medo, os sindicatos encurralaram-se nas suas impotências, o Governo acha que é dono das escolas e capataz dos professores.
Como instituição social, a escola não pertence a nenhum governo mas sim ao país, a todos os parceiros, a todos os que nela vivem e a todos os que dela esperam, legitimamente, um importante contributo positivo para a educação e formação das gerações mais novas.
Sei que é difícil qualquer debate de fundo sobre a escola, o seu presente e o seu futuro; é uma das questões mais fortemente enviezadas por quase todos aqueles que, tendo no passado sido os seus "eleitos" (a minoria de alunos que aprenderam e se "formaram"), são os que hoje escrevem e falam sobre a escola, sempre virados para uma fictícia "idade de ouro", algures num passado perdido que gostariam de ver reaparecer. Em geral, os que mais escrevem e falam não têm qualquer ideia sobre o que é hoje uma escola pública, com uma escolaridade obrigatória alargada, num tempo de tecnologias e num mundo multicultural. O tempo não volta para trás.
A OCDE (Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Económico) tem desenvolvido, há mais de dez anos, uma série de trabalhos sobre "A Escola de amanhã"; pretende a OCDE traçar cenários, a partir das tendências actuais assim como do que é "desejável" e "provável", de modo a que saibamos que caminho queremos percorrer e possamos, então decidir os passos a dar.
Que queremos? "Recriar" a escola do passado correndo o risco de as escolas se tornarem ingovernáveis? Manter o que herdámos com alguns acrescentos e remendos? Abandonar a escola (cara e pouco rentável) e promover o "cheque-educação" e outras medidas num mercado livre em que o saber se vende e se compra e o Estado deixa de assumir a responsabilidade da educação para todos como bem pessoal e social? Ou queremos re-fundar a escola que herdámos, melhorá-la e adequá-la a novas exigências, libertando-a dos jugos centralistas, percebendo que "igual para todos, da mesma maneira e ao mesmo tempo" gera mais desigualdade e que a equidade e a exigência não se constroem com mais repetências, expulsões e controlos burocráticos?
Os últimos dois diplomas governamentais, um dos quais já em vigor, são peças decisivas deste puzzle perverso. O diploma relativo à avaliação dos professores quer avaliá-los um a um observando as suas aulas. Com "quotas" para excelente, bom e por aí fora. E quem avalia? Colegas (os ditos "titulares") muitas vezes com menos saberes e experiência que os avaliados. Esses "avaliadores" reportam à inspecção (ou deveriam reportar, dado que a inspecção desapareceu misteriosamente no último documento que chegou às escolas). Embora sem regulamentação conhecida, o diploma "é para já". E já quer dizer a meio do ano, sem se terem previamente estabelecido objectivos, metas ou critérios.
Está criado o caldo da desconfiança, da competição e das invejas. A escola, centro da vida educativa, lugar de equipas docentes que asseguram aprendizagens, torna-se numa repartição da 5 de Outubro. Sabiam, por exemplo, que na avaliação de quem passou ou não a professor titular (casta de que se desconhece a origem e o destino) foram penalizados todos aqueles que deram faltas por doenças devidamente comprovadas? E por isso as escolas estão â beira de um ataque de nervos; os professores mais velhos querem reformar-se, os mais novos angustiam-se com os “maremotos” legislativos.
Quanto ao diploma relativo à organização e gestão das escolas, cujo período de debate "público" termina a 8/2/08, a situação é porventura ainda pior. Escolhe-se um director, que, por sua vez, escolhe todos os responsáveis de todos os cargos das escolas. Organizar as escolas assim para quê? Com que objectivos? Qualquer um de nós sabe que, tanto individualmente como em grupo, primeiro decidimos o que queremos fazer e só depois nos organizamos para o fazer. Ou não será assim?
A questão é séria: queremos uma escola pública com qualidade e equidade? Queremos que esse serviço seja assumido pelo Estado democrático? Ou queremos que o saber se venda e se compre como outro bem qualquer?
Eu quero uma escola pública forte, pois só assim ela pode contribuir para atenuar as desigualdades sociais e assegurar a todos, qualquer que seja o seu lugar de nascimento e o seu meio social, a apropriação do saber e do conhecimento que são património de todos nós e não apenas de alguns. As tentativas de retorno ao passado estão condenadas (OCDE dixit) e a mercantilização reforçará fortemente as desigualdades sociais.
Qualidade e equidade são duas faces da mesma moeda. Nem uma nem outra são contempladas na actual política educativa. Voltando aos cenários da OCDE, vejo, no fim deste puzzle, uma mistura de tentativa de retorno ao passado e de mercantilização de actividades educativas (que já começou, dos tempos livres ao inglês, por exemplo). É isso que realmente queremos?
Texto da autoria de: - Ana Benavente - Professora universitária
quarta-feira, março 05, 2008
quarta-feira, fevereiro 06, 2008
PUBLICADO NA AUSTRÁLIA!
Prime Minister John Howard - Australia
….”
Os muçulmanos que vivem na Austrália e que desejem viver sob a lei Islâmica, foram convidados a sair daquele País, em virtude do Governo ter apontado alguns radicais de desviar potenciais ataques de terror. Entretanto o Primeiro Ministro irritou-se com alguns desses muçulmanos, pois foi acusado de apoiar agencias de espiões, controlando as mesquitas da Nação.
A citação: “IMIGRANTES NÃO AUSTRALIANOS, DEVEM ADAPTAR-SE”. Amem a Austrália ou Deixem-na! “ Estou cansado de ver esta Nação a preocupar-se por não ofender os indivíduos ou a sua cultura! Porém desde que os terroristas atacaram em Bali, experimentamos um oscilar de patriotismo pela maioria dos Australianos. Esta cultura foi desenvolvida durante mais de dois séculos de lutas, julgamentos e vitórias por milhão e meio de homens e mulheres que procuram a liberdade. Falamos principalmente INGLÊS, não Espanhol, Libanês, Arábico, Chinês, Japonês, Russo, nem qualquer outra língua. Portanto se deseja tornar-se parte da nossa sociedade: - APRENDA A LINGUA!
A maioria dos Australianos acredita em Deus. Isto não é alguma citação de direita, empurrão político, mas apenas um facto constatado, porque Homens e Mulheres com princípios cristãos, fundaram esta Nação, como aliás está fortemente documentado.
Assim, entenda-se que é certamente apropriado afixar estas referências nas paredes das nossas escolas. Se Deus o ofende, então sugiro que considere outro lugar do Mundo como seu novo lar. “ISTO É O NOSSO PAÍS, A NOSSA TERRA e O NOSSO ESTILO DE VIDA!”. E nós apenas poderemos permitir que cada um procure a oportunidade de gozar tudo isto. Não o interrogaremos sobre isso, aceitaremos as suas crenças. Mas uma vez que Você apresente queixas, lamentos e odeie a nossa Bandeira, a nossa Promessa de Vida, as nossas crenças cristãs ou a nossa maneira de vida, eu superiormente o encorajo ao “DIREITO DE PARTIR”.
Se Você não está feliz aqui em BOA VIAGEM! Nós não o forçaremos a estar aqui. Foi Você que pediu para entrar. Então terá de aceitar o PAÍS que o aceitou!
….”
Os muçulmanos que vivem na Austrália e que desejem viver sob a lei Islâmica, foram convidados a sair daquele País, em virtude do Governo ter apontado alguns radicais de desviar potenciais ataques de terror. Entretanto o Primeiro Ministro irritou-se com alguns desses muçulmanos, pois foi acusado de apoiar agencias de espiões, controlando as mesquitas da Nação.
A citação: “IMIGRANTES NÃO AUSTRALIANOS, DEVEM ADAPTAR-SE”. Amem a Austrália ou Deixem-na! “ Estou cansado de ver esta Nação a preocupar-se por não ofender os indivíduos ou a sua cultura! Porém desde que os terroristas atacaram em Bali, experimentamos um oscilar de patriotismo pela maioria dos Australianos. Esta cultura foi desenvolvida durante mais de dois séculos de lutas, julgamentos e vitórias por milhão e meio de homens e mulheres que procuram a liberdade. Falamos principalmente INGLÊS, não Espanhol, Libanês, Arábico, Chinês, Japonês, Russo, nem qualquer outra língua. Portanto se deseja tornar-se parte da nossa sociedade: - APRENDA A LINGUA!
A maioria dos Australianos acredita em Deus. Isto não é alguma citação de direita, empurrão político, mas apenas um facto constatado, porque Homens e Mulheres com princípios cristãos, fundaram esta Nação, como aliás está fortemente documentado.
Assim, entenda-se que é certamente apropriado afixar estas referências nas paredes das nossas escolas. Se Deus o ofende, então sugiro que considere outro lugar do Mundo como seu novo lar. “ISTO É O NOSSO PAÍS, A NOSSA TERRA e O NOSSO ESTILO DE VIDA!”. E nós apenas poderemos permitir que cada um procure a oportunidade de gozar tudo isto. Não o interrogaremos sobre isso, aceitaremos as suas crenças. Mas uma vez que Você apresente queixas, lamentos e odeie a nossa Bandeira, a nossa Promessa de Vida, as nossas crenças cristãs ou a nossa maneira de vida, eu superiormente o encorajo ao “DIREITO DE PARTIR”.
Se Você não está feliz aqui em BOA VIAGEM! Nós não o forçaremos a estar aqui. Foi Você que pediu para entrar. Então terá de aceitar o PAÍS que o aceitou!
quinta-feira, janeiro 24, 2008
ATÉ O LEITE DE VACA AUMENTA!
Sim senhor! Com a falta de vacas que por aí há até o leite aumenta, para gáudio dos senhores distribuidores! Com que então já não existem vacas em numero suficiente para produzir hoje, aquilo que por instruções da EU teve de ser atirado fora? Mas afinal estamos perante a mesma situação das sardinhas e carapaus que eram atirados borda-fora, por causa das quotas na EU?
Senhores Governantes (ou desgovernantes?) por favor entendam-se de foma a que , de uma vez por todas, nos empurrem daqui para fora. Escolham ao menos um melhor sitio para vivermos, já que nesta Democracia ditaturial se torna bastante penoso. Cortaram as maternidades, cortaram as urgências, cortaram as nossas consciências, cortaram a nossa liberdade (atenção libertinagem é o que Vs estão a fazer). Dizem e logo de seguida contradizem. Mantem em poleiros os vossos galos predilectos, entregam-lhes as administrações mais chorudas quando se retirarem dos vossos poleiros, e o povinho que se dane, pois só faz falta para meter o voto na ranhura por Vs indicada.
domingo, janeiro 13, 2008
CAMELOS...perdão: BARREIRENSES!
Amigos afinal lá vamos ter a Ponte (como se irá chamar?) ao nosso lado. Sempre vem resolver alguns problemas de falta de gente nesta margem sul (mais conhecida por deserto) Com que então JAMAIS....Alcochete será certo ou não passará de miragem? As vantagens de tudo isto, durante algum período vão ser os novos empregos que se irão criar, com vista à construção das infraestruturas, pontes, aeroporto, linhas para o TGV,etc...
Será que isto também irá provocar a queda do senhor Ministro Jamais? Aguardamos para ver o resultado final.
Será que isto também irá provocar a queda do senhor Ministro Jamais? Aguardamos para ver o resultado final.
segunda-feira, dezembro 24, 2007
FELIZ NATAL E BOM ANO NOVO
Recebi juntamente com o jornal que adquiro diariamente, um exemplar do Relatório e Contas de 2006 da REN-Redes Energéticas Nacionais... e avaliei com especial interesse as remunerações dos membros do seu Conselho de Administração.
Para o efeito (e os dados são publicitados como manda a Lei) de pgs 127/8 podem retirar-se as seguintes conclusões:
1 Presidente (José Penedos)
4 Vogais (Vítor Baptista, Aníbal Santos, Henrique Gomes e Soares de Pinho)
Remunerações (anuais) do Presidente :
"Vencimento base" 272 658,00
Plano complementar de reforma 45 443,00
Subsídio de alimentação 2 238,00
Despesas de representação 8 529,00
Total geral 328 868,00
Média mensal = 27 405,00
Remunerações (anuais) de cada um dos 4 Vogais):
"Vencimento base " 172 205,00
Plano complementar de reforma 28 701,00
Subsidio de alimentação 2 238,00
Despesas de representação 8 529,00
Total geral = 211 673,00
Média mensal = 17 639,00
Fonix! Não será possível a gente arranjar um lugarzito nesse Conselho de Administração, mesmo só recebendo o Complementar da reforma ?
Mas afinal isto nunca mais acaba? Que mal fizemos nós ao Poderoso para merecermos tamanha injustiça? – Atenção quando me refiro ao Poderoso não designo Altos Cargos Terrenos!
Senhores Governantes, já chega de Demo – crácia! Empurrem-nos rapidamente para o fosso da Europa, onde pelo menos estaremos autorizados a recolher dos seus caixotes do lixo, os excessos que para ali são atirados.
Natal continua a ser uma Farsa que nos atiram à cara desde que nascemos! Natal deveria ser uma realidade de todos os dias, de forma a que se evitassem as injustiças, que vem sendo autorizadas por todos vós.
Por gentileza coloquem-nos dentro dos contentores do lixo para seguirmos o processo da reciclagem. Pode ser que nessa altura já transformados em marionetas Vossês nos possam controlar melhor sem sofrer as nossas contestações.
Para o efeito (e os dados são publicitados como manda a Lei) de pgs 127/8 podem retirar-se as seguintes conclusões:
1 Presidente (José Penedos)
4 Vogais (Vítor Baptista, Aníbal Santos, Henrique Gomes e Soares de Pinho)
Remunerações (anuais) do Presidente :
"Vencimento base" 272 658,00
Plano complementar de reforma 45 443,00
Subsídio de alimentação 2 238,00
Despesas de representação 8 529,00
Total geral 328 868,00
Média mensal = 27 405,00
Remunerações (anuais) de cada um dos 4 Vogais):
"Vencimento base " 172 205,00
Plano complementar de reforma 28 701,00
Subsidio de alimentação 2 238,00
Despesas de representação 8 529,00
Total geral = 211 673,00
Média mensal = 17 639,00
Fonix! Não será possível a gente arranjar um lugarzito nesse Conselho de Administração, mesmo só recebendo o Complementar da reforma ?
Mas afinal isto nunca mais acaba? Que mal fizemos nós ao Poderoso para merecermos tamanha injustiça? – Atenção quando me refiro ao Poderoso não designo Altos Cargos Terrenos!
Senhores Governantes, já chega de Demo – crácia! Empurrem-nos rapidamente para o fosso da Europa, onde pelo menos estaremos autorizados a recolher dos seus caixotes do lixo, os excessos que para ali são atirados.
Natal continua a ser uma Farsa que nos atiram à cara desde que nascemos! Natal deveria ser uma realidade de todos os dias, de forma a que se evitassem as injustiças, que vem sendo autorizadas por todos vós.
Por gentileza coloquem-nos dentro dos contentores do lixo para seguirmos o processo da reciclagem. Pode ser que nessa altura já transformados em marionetas Vossês nos possam controlar melhor sem sofrer as nossas contestações.
quinta-feira, dezembro 13, 2007
SAUDAÇÃO VINICA
AQUI ESTÁ QUEM JÁ FOI NADA.
EM PÉS E MÃOS FOI ESPRIMIDO.
EM VALE D' ARCOS APARADO.
HOJE, VAI SER BEBIDO.
AMANHÃ, VAI SER MIJADO.
EM PÉS E MÃOS FOI ESPRIMIDO.
EM VALE D' ARCOS APARADO.
HOJE, VAI SER BEBIDO.
AMANHÃ, VAI SER MIJADO.
Esta saudação vínica foi-me transmitida pelo meu saudoso sogro Manuel Miranda Pinho ( O Manel Automotora ), homem de muitas aptidões profissionais, particularmente em mecânica de bicicletas, automóveis, ensino de condução, construção civil, e muitas outras coisas mais.
Aquí fica a minha muito singela mas sentida homenagem.
quinta-feira, novembro 22, 2007
NOMES MUITO SUGESTIVOS
Os nomes que se seguem são reais, por mais incrível que possa parecer. São passíveis de ser encontrados na base de dados de um Balco Português em Luanda:
Liberdade de Jesus Narigueta Perna; Torta Banha; Cidália Calçada Descalça; Norlinda Rapa Buraco; Maria Tenia Viu Vultus; Etelvina Vaca Cabeça; Joaquim Cuecas; Luis Fortes Lopes Carago; Maria Teresa Rabo Bacalhau Molho; António Agostinho Chouriço Junior; Maria Bem Grosso; Joaquim Bagina; Paulo Puns Dá; Maria Trombasia; Ignacio Bufa Bucekato; Armando Durão Panasco; Maria Salva Um De Cada Vez; José de Sousa Rabito Magro; Maria Augusta Rata Seca; Domingos Dois Quilos De Sabonete.
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