quarta-feira, maio 21, 2008

PORTUGAL SEMPRE NA VANGUARDA!

PORTUGAL, Pequeno País com Muita História à beira-mar plantado.
O que vão ler, poderá de início fazer sorrir, mas pensem melhor, pois isto só revela a colonização global que estamos a sofrer, sem que contudo reclamemos(nem nós nem os políticos(?) que nos representam)

---"O António, depois de dormir numa almofada de algodão (Made in Egipt), começou o dia bem cedo, acordado pelo despertador (Made in Japan) às 07,00 horas da manhã.
Depois de um banho com sabonete (Made in France) e enquanto o café (Importado da Colômbia), estava a fazer-se na máquina (Made in Chech Republic), )barbeou-se com a máquina eléctrica (Made in China). Vestiu uma camisa (Made in Sri Lanka), Jeans de marca (Made in Singapura) e um relógio de bolso (Made in Swiss).
Depois de preparar as torradas de trigo (produced in USA) na sua torradeira (Made in Germany) e enquanto tomava o café numa chávena (Made in Spain), pegou na máquina de calcular (Made in Korea) para ver quanto é que poderia gastar nesse dia e consultou a Internet no seu computador (Made in Thailand) para ver as previsões meteorológicas.
Depois de ouvir as notícias pela rádio (Made in India), ainda bebeu um sumo de laranja (produced in Israel), entrou no carro (Made in Sweden) e continuou à procura de emprego.
Ao fim de mais um dia frustrante, com muitos contactos feitos atravésdo seu telemóvel (Made in Finland) e, após comer uma pizza (Made in Italy), o António decidiu relaxar por uns instantes.
Calçou as suas sandálias (Made in Brazil), sentou-se num sofá (Made in Denmark), serviu-se de um copo de vinho (produced in Chile), ligou a TV (Made in Indonésia) e pôs-se a pensar porque é que não conseguia encontrar um emprego em PORTUGAL..."

quinta-feira, maio 01, 2008

PROFESSORES EM LUTA

A DERROTA DAS MAIORIAS

O Governo governa com a maioria e não com as manifestações da rua, diz o Senhor Primeiro Ministro. É verdade, se o PS não tivesse maioria, o Governo nunca teria tido a coragem de insultar os professores, nem de aprovar o novo estatuto da carreira docente, que é um insulto a quem presta tão nobre serviço à Nação. Já foi votada no Parlamento por três vezes a suspensão do novo estatuto da carreira docente e das três vezes o PS votou contra a suspensão.

As maiorias só favorecem os poderosos, as classes trabalhadoras que produzem riqueza saiem sempre a perder. Assustaram o Zé Povinho com o deficit, para que fossem os mais desfavorecidos a pagá-lo. Vimos os vencimentos dos funcionários públicos congelados vários anos, o que fez com que perdessem 10% do poder de compra, mas nunca vimos apelar para que deixassem, durante algum tempo, de fazer férias nas Caraíbas, no Brasil… É fácil para quem tem vencimentos chorudos vir à televisão pedir para que apertemos o cinto.

Colegas, chegou o momento de ajustar contas com o PS. Se este partido tivesse menos de 1% dos votos expressos nas últimas eleições, não teria a maioria e nunca teria tido a coragem de promover esta enorme afronta aos professores. Somos 150.000, o equivalente a 3% dos votos nacionais expressos. Se nas próximas eleições, que serão dentro de um ano, todos os professores votarem em massa em todos os partidos, excepto no PS, este partido nunca mais volta a ter a maioria e será a oportunidade soberana de devolver ao Sr. Sócrates as amêndoas amargas que ofereceu aos professores.

Colegas, que foi capaz de ir do Minho, Trás-os-Montes, Algarve, Madeira e Açores a Lisboa, também consegue nas próximas legislativas dirigir-se à sua assembleia de voto, e votar a derrota do PS.

Em Portugal há partidos para todos os gostos quer à direita quer à esquerda do PS, é só escolher, maiorias nunca mais.

Os professores para além de terem a capacidade de retirarem a maioria ao PS, têm a capacidade de o derrotar, basta isso que os professores convençam metade dos maridos ou mulheres, metade dos filhos maiores, metade dos seus pais e um vizinho a não votar PS, e já são mais de 500.000, foram os votos que o PS teve a mais que a oposição.

Os professores estão pela primeira vez unidos, esta união é para continuar, e têm uma ferramenta poderosa ao seu alcance, a Internet, que nos põe em contacto permanente uns com os outros.

Senão vejamos, esta mensagem vai ser enviada a cinco colegas. Se cada um dos colegas enviar a mais cinco dá 25. Se estes enviarem a mais cinco dá 125. Se estes enviarem a mais cinco dá 625. Se estes enviarem a mais cinco dá 3.125. Se estes enviarem a mais cinco dá 15.625. Se estes enviarem a mais cinco dá 78.125. Se estes enviarem mais cinco dá 390.625, isto é o dobro dos professores que há em Portugal. À sétima vez que esta mensagem for reenviada todos os colegas ficarão a saber a informação que ela contém.

Começou oficialmente a campanha eleitoral dos professores contra o PS, com o slogan:

VOTA À DIREITA OU À ESQUERDA!
NÃO VOTES PS !

quarta-feira, abril 30, 2008

CUIDADO COM ESTES SITES!!!

1.Não vás ao site http://www.geocities.com/adsl_netfast . NÃO o utilizem!!! Existe com o único propósito de vos ROUBAR as passwords!!! Se és amigo do teu amigo, reencaminha este email.
2.Não vás ao site http://www.portugalmovel.com

NÃO ENTREM NESTE LINK. É uma página de toques, bonecos, para telemóveis...... CUIDADO!!!
Para aceder a este site é necessário instalar um ficheiro. Este ficheiro,quando instalado, substitui a ligação
telefónica normalmente utilizada clix, iol, netc,Telepac, etc., por outra ligação, pela "módica" quantia de 3,30€ por minuto!
Esta situação é gravíssima, atendendo a que ninguém se apercebe de nada, até aparecer a factura do telefone!
O mais escandaloso é que o programa tenta constantemente ligar à internet, pelo que, se alguém abandonar ocomputador cortando a ligação,não imagina que computador vai voltar a ligar, ficando a gastar 3,30 por minuto!

Espalhem este mail.
O assunto é mesmo GRAVE!

VOCÊ SABE MENOS QUE UM GAROTO DE 10 ANOS?

sexta-feira, abril 25, 2008

MEMORIAL

Para que nunca esqueçamos!
É uma questão de história que, quando o comandante superior das forças aliadas, general Dwight Eisenhower, encontrou as vitimas dos campos da morte, ordenou que tirassem todas as fotografias possíveis, e que os Alemães das vilas em redor fossem para dentro dos campos e enterrassem os mortos.
Ele disse-me: “Filma isto agora – tragam os filmes – tragam as testemunhas – porque algures na história um inconsciente se vai levantar e dizer que isto nunca aconteceu”.
“Tudo o que é necessário para o triunfo do mal é os Homens Bons não fazerem nada.”
Edmund Burke

Em memória

Esta semana, o Reino Unido retirou o Holocausto do currículo escolar porque ofendia a população muçulmana, que afirma que nunca aconteceu. Isto é um assustador significado do medo que está a manter a atenção do mundo e do quão facilmente cada país está a ceder a este medo.
Passaram agora mais de 60 anos desde que a Segunda Guerra Mundial na Europa acabou. Este email tem sido enviado como uma cadeia, em memória dos 6 milhões de Judeus, 20 milhões de Russos, 10 milhões de Cristãos e 1.900 padres Católicos que foram mortos, massacrados, violados, queimados e humilhados, com os alemães e os russos a olharem para outro lado!
Agora, mais do que nunca, com o Irão, entre outros, a afirmar que o Holocausto é um mito, é imperativo fazer com que o mundo nunca esqueça.
Este MEMORIAL tem o objectivo de atingir 40 milhões de pessoas no mundo. Sê uma ligação na cadeia de memória e ajuda a distribuir isto pelo mundo. Apenas demorará um minuto para passar isto a outros!

segunda-feira, abril 21, 2008

A GRANDE REVISTA DO SÉCULO XX

O ARTE VIVA - Companhia de Teatro do Barreiro levou à cena no Auditório Municipal Augusto Cabrita, no Barreiro o musical em título, obra escrita por ARRABAL, que concedeu ao Barreiro a honra de estar presente numa estreia de obra sua. OBRIGADO ARRABAL!

Daquilo que escreveu para o Jornal El Mundo, permitam-me que vos transcreva os seus comentários, com uma tradução um pouco aligeirada, mas muito sincera, pois tive o previlégio de o ouvir durante todo o percurso do Hotel para o Aeroporto, aquando da sua despedida de Portugal:

---" Barreiro Broadway "Sem lantejoulas ':
Tomem um avião, um comboio, um automóvel ou um cavalo e vão ao Barreiro para ver “A Grande Revista Musical do Século XX”. Não percam esta oportunidade, leitores queridíssimos. Um espectáculo formado por 21 actores portugueses amadores, que cantam e dançam, recuperando o que parecia irrecuperável. Uma noite de pânico e de gosto recuperando a tolerância da desgraça. Um espectáculo que recupera a melhor música do Século XX , do modo em que toca a sinfonia infernal e celestial de Gustavo Teixeira. Uma obra que recupera melhor da existência na Broadway, para transformá-la na gasolina do teatro. Um vestiário que recupera os ídolos para os disfarçar em anjos exterminadores. Um ritmo que recupera o compasso da Grande Maçã para levantá-lo ao “happening” pânico. Um encenação de Rui Quintas que com os seus 21 intérpretes e 20 colaboradores, recuperando-o de todo, não procura… encontra. O grupo encontrou como, porquê e quando. Não é combatido por meios possíveis porque sabe aumentar o impossível. Não quer nem mais nem menos do que o que está ao seu alcance. As máscaras são farrapos. As combinações prodigiosas. Lá, vive lá. O que significa, simboliza. Bandeiras/ toalhas, brinquedos de verdade /verdades de brinquedo. As Valkirias e Einstein, Eva Braun e a Virgem de Fátima, o Titanic e Freud. E ao grito de "a matar a matar" vemos os assassinatos de Kennedy, Garcia Lorca, Gandhi, Che Guevara, Mussolini, Lumumba, Trotsky, Rosa de Luxemburgo, Jaurès ou de Martin Luther King. Vão e vêem com María Satanas na lua enquanto o homem chega à ela."

Queridos amigos, este musical levado à cena por actores amadores do nosso Barreiro, aliás gente que merece todo o louvor e apoio dos barreirenses, apenas esteve durante 10 espectáculos. Lamenta o Grupo de Teatro não ter podido levar por diante a sua actuação, dada a polivalencia daquele Auditório. Enfim, fez o que pode. A mais não foi possível chegar.
Vem tudo isto a propósito do facto extraordinário de ter sido o Barreiro a receber ARRABAL para celebrar com o Rui Quintas, encenador no ARTE VIVA, a festa do mês do Teatro.

sexta-feira, abril 18, 2008

Ex-professor da ministra da educação escreve-lhe uma carta

Retirado do jornal “ A Página da Educação”
http://www.apagina.pt/

SENHORA MINISTRA DA EDUCAÇÃO COM RESPEITO, MAS COM FIRMEZA

--- “ Minha querida Maria de Lurdes Rodrigues:
Ainda lembro esses dias em que foi minha discente em Antropologia. Bem sei que é socióloga e que entende da interacção entre os membros de uma mesma cultura, ou, pelo menos, isso foi o que eu ensinei a si e aos seus colegas nos anos 90 do Século passado, nesses dias em que o meu português tinha esse sotaque que aparece nas cinco línguas que estou obrigado a falar e que a Maria de Lurdes muito bem entendia e ajudava a corrigir para eu aprender mais. Ainda lembro a alegria das nossas conversas extracurriculares, no corredor do ISCTE ou no meu gabinete, ao me referir à sua dedicação adequada e conveniente, para o estudo das suas outras matérias. Mais ainda, os comentários, do meu grupo de colaboradores de cátedra que comigo ensinavam, hoje todos doutores como a Maria de Lurdes e os comentários dos meus colegas sociólogos em outras matérias.
Especialmente, os do meu grande amigo João Freire, que orientou a sua tese. Se bem me recordo, connosco teve um alto valor como resultado dos seus estudos. Se bem me recordo, era do curso da noite no meu departamento e na nossa licenciatura. Por outras palavras, estudava, trabalhava para ganhar a vida e tomar conta da sua família. Por outras palavras também, era uma estudante trabalhadora e uma senhora devota e dedicada ao lar, como muitos dos eus colegas masculinos e femininos. A minha querida Maria de Lurdes aprendeu comigo e outros da minha cátedra, de que o tempo era curto, temido e não dava para tudo. Reuniões, falta de livros na biblioteca para estudar e investigar, o difícil que era entender a, por mim denominada, mente cultural dos estudantes e a dos seus pais, o inenarrável suplício de saber o que pensavam e os parâmetros que orientavam essas mentes. Não esqueço as suas queixas sobre os pedidos do Ministério da Educação que pesavam uma tonelada ideológica e estrutural, na organização dos trabalhos dos docentes primários e secundários, que nem tempo tinham para entender a mente cultural dos seus discípulos ao serem mudados todos os anos para outras escolas. O nosso convívio era aberto e directo. Estou feliz por isso. Aliás, feliz, porque pensava em silêncio: “cá temos uma futura grande educadora”. Apenas que, enveredou para a engenharia da interação social, ao estudar com o meu querido amigo João Freire.
E o problema nasceu. Os professores primários e secundários devem preparar as suas lições, como Maria de Lurdes sabe, especialmente os do ensino especial ou inclusivo, que trata de estudantes com problemas de aprendizagem e precisam trabalhar desde as 8 da manhã até por vezes às 9 da noite. Esse ensino inclusivo de João de Deus, da Subsecretária de Estado, Ana Maria Toscano de Bérnard da Costa, da sua colega no saber e no posicionamento partidário do Ministério da Educação, a minha grande amiga Ana Benavente, ou do meu outro grande amigo, o seu colega ideológico e no cargo de Ministro da Educação em 2000, Augusto Santos Silva, que nos foi “roubado” ao passar para a vida política.
Lembro-me, ainda, como simpatizava com a minha luta de socialista de Allende, por outras palavras, solicialista orientado pela ideias históricas de Marx, tal e qual Durkheim e Mauss, mencheviques, colaboradores de Lenin para derrubar o regime injusto e arbitrário dos Ramanoff, como demonstro no meu livro de 2007, da Afrontamento: “A Dádiva, essa grande mentira social”, do qual lhe enviarei uma cópia, escrito calmamente, para comentar o que comentava consigo como minha discente, os atropelos dos czars serem semelhantes aos do ditador do Chile, quem entregara as escolas às juntas de freguesia, denominadas município, e obrigava a relatórios semanais para controlar a docência do Chile e assim obter o prometido: “nem uma fiolha mexe no Chile sem o meu consentimento”.
Ainda lembro os seus comentários horrorizados: “Senhor professor, é mesmo assim? Que horror. Os professores já sabem, para quê avaliá-los mais, e obrigar a reestruturar o que já é sabido nos seus tempos para a família, preparação de aulas e merecido descanso”.
A Maria de Lurdes esqueceu-se de acrescentar, nessas nossas conversas, que os docentes eram avaliados pela educação que recebiam dos seus filhos. Mas, como boa engenheira da sociedade, entendia que os sindicatos deviam protestar quando o poder ultrapassa o afazer, já imenso e pesados, dos docentes, especialmente, do ensino especial e inclusivo, e os de classe social.
Maria de Lurdes, tenho estado interessado, como etnopsicólogo, nas recentes notícias sobre Educação em Portugal. Foi preciso adiar a entrega de teses dos meus mestrantes, para não cair na armadilha de uma especial ditadura, pura e dura, como no Chile de Pinochet.
De certeza, deve haver um engano em certos sítios, Maria de Lurdes, se a pessoa Ministro da Educação sabe que é preciso entender essa mente cultural de estudantes e os seus pais, sabe também como um dado adquirido, que esse facto acontece apenas pela necessidade de se prepararem os docentes para ensinar.
Como educador, com heço bem essa preparação, tal e qual a Engenharia Social, especialidade que a louva, sabe eu já está tudo preparado faz tempo, para a divisão do trabalho, sem acrescentar mais deveres aos docentes primários e secundários, que vivem em sessões eu atrasam e arrasam a sua preparação de lições, hostiliza aos sindicatos e, além do mais, importamos desde o Chile esse modelo puro e duro já referido, da morta ditadura. Ou, reabilitamos a nossa em Portugal e tiramos os cravos das espingardas do 25 de Abril.
Com carinho, com respeito, mas com firme persistência, do seu velho Professor, a se restabelecer de uma doença que mata rapidamente, especialmente se não falamos pelos nossos.
Os meus parabéns. Foi-nos roubada, como presidente do nosso ictesiano Conselho Científico, para entrarmos todos em sarilhos muito disputados, que causam esta nossa conversa de corredor , desta vez, em formato de papel, uma carta para si, escrita com carinho, mas com firmeza em prol dos professores portugueses.
Abraço querido e, como era habitual, um beijinho para si, do seu recuperado velho professor.”---“
Professor Doutor Raul Iturra